
Nos nossos oito, dez anos, jogávamos videogame, mexíamos no computador com aquela tela verde, assistíamos Chaves, Chapolin, ALF, e qualquer outro seriado de TV. Assistíamos desenhos e animes, líamos muitos quadrinhos da Turma da Mônica, X-Men, Liga da Justiça. Andávamos de rolimã, fazíamos guerra de bexiga d’água.
No caso das nerdices, as mães sempre diziam: “filho, pára de perder tempo nessa joça!”. Mas hoje eu, assim como muitos, não só continuamos a fazer as mesmas coisas, como ainda transformaram isso no seu ganha-pão.
Agora temos 20, 25 anos, e hoje jogamos videogame, mexemos no computador, assistimos seriados, desenhos e animes, lemos muitos quadrinhos, jogamos paintball e chamamos a descida de rolimã de “downhill”.
Some ao fato de muitos com 25, quase 30, ainda morarem junto com os pais, enquanto eles com essa idade já estavam nos tendo. Podemos dizer que é o reflexo da nossa época, que modus operandi da vida se adequou aos nossos costumes e preferências. Mas para nossos antecessores, será que somos vistos como a geração que não cresceu?
